Ainda bem que tem pessoas que sabem bem dismiuçar os fatos dos últimos acontecimento da Lava Jato!

DE ONDE VEM O PODER DE FERNANDO MORO?(II)

O que faz um juiz de primeira instância, a mais baixa na hierarquia do Poder Judiciário, ter tanto poder, a ponto de intimidar o STF?
Vamos tentar entender?
Comecemos pelos antecedentes: a origem de Moro é o município paranaense de Maringá, coincidentemente o do doleiro Youssef e do senador Álvaro Dias(PSDB), com os três se conhecendo de longa data.
Moro foi o juiz do caso Banestado, onde o doleiro, coincidentemente era Youssef, beneficiado com delação premiada, ficando menos de um ano na cadeia, além de terem arquivado diversos processos, investigações e indiciamentos de Youssef, por conta do acordo Moro-Youssef.
Esta foi só uma parte do escândalo, que desviou aproximadamente 20 bilhões de reais para os Estados Unidos.
Houve uma CPI, que terminou em pizza e, depois, com a privatização do banco, tudo foi abafado.
Isso no Paraná de Moro e Youssef.
Ainda no Paraná, o escândalo que ficou conhecido como Publicano, envolvendo o governador, Beto Richa e conselheiros do tribunal de contas do estado... E que caminha a passos de tartaruga.
Antes, Moro trabalhou no escritório do Dr. Irisvaldo Joaquim de Souza, quando defendeu o ex prefeito de Maringá, Jairo Gianoto(PSDB), que, com quadrilha de empresas e servidores públicos, desviou meio bilhão de reais da prefeitura.
Claro que o doleiro Youssef e o então candidato a governador, Álvaro Dias, estavam nessa também.
Álvaro fez toda a sua campanha em jatinho fretado e pago pela prefeitura de Maringá.
O ex prefeito foi preso, juntamente com o seu advogado, Irisvaldo. Posteriormente Moro depôs como testemunha (testemunha de defesa e advogado, cumulativamente, coisa da justiça paranaense rsrsrsrs) e os dois foram soltos (não devolveram a grana, até hoje, só meio bilhão).
A mulher de Sérgio Moro, a advogada Rosângela Woff de Quadros Moro, é advogada do PSDB e da Shell, empresa diretamente concorrente da Petrobras, interessadíssima em escândalos na empresa, depreciando-a comercialmente. É também assessora jurídica do vice governador do Paraná(vice de Richa), Flávio José Arns(PSDB).
A Shell é a maior interessada na modificação do regime de partilha do PreSal, para abocanhá-lo.
Pois foi com essas credenciais tucanas que o Juiz Sérgio Fernando Moro assumiu a chamada Operação Lava Jato, para apurar desvios na Petrobras, envolvendo políticos da situação e da oposição, com Youssef, Álvaro Dias e outros mais, velhos conhecidos de Moro, ex clientes seus, envolvidos.
Assim como o chamado “Mensalão” nasceu para impedir a reeleição de Lula, a Lava Jato nasceu para encerrar as carreiras políticas de Lula e Dilma, além de reduzir o PT a partido pequeno.
No Paraná o Código Penal e o de Processo Penal são diferentes, onde vale o vazamento de informações que correm em segredo de justiça, de maneira seletiva, atendendo a objetivos políticos, sem que o juiz apure como isso acontece, e mais: com ele mesmo dando informações sigilosas dos autos, à mídia.
Há a não consideração de denúncias, feitas nas delações premiadas, contra amigos e correligionários seus, a começar por Álvaro Dias, Aécio Neves, Aloysio Nunes...
Há a supressão de nomes, nos autos, e até colocação de tarjas pretas sobre determinados nomes, para que não sejam identificados, como aconteceu com o nome de José Serra (senador, PSDB) e de outros.
Há denúncias de negociação entre o juiz e os presos, intermediadas por policiais federais, para que peçam o benefício da delação premiada e apontem nomes ligados ao governo, preferencialmente a Lula e Dilma.
Sobre o papel da polícia federal no Paraná, um adendo: só tolos e gente com problemas mentais acreditam em posição ideológica em policiais.
Das guardas municipais à polícia federal, o interesse é pecuniário mesmo.
Ao lado disso temos dois tipos de advogados na Lava Jato: os que estão reclamando que não estão recebendo os honorários, já que os seus clientes estão com os bens bloqueados, e os que estão caladinhos recebendo em dia. Deduza quais são uns e outros.
Houve prisões arbitrárias, invasão de empresas, apreensão de bens e escutas telefônicas sem autorização judicial, por iniciativa do juiz, onde salta aos olhos a prisão da cunhada de Vaccari, sob falsa alegação, sendo libertada depois, sem retratação e indenização por danos morais e cerceamento ilegal da liberdade.
A postura do juiz é de pop star, na mídia, recebendo prêmio na televisão, tratando um ex presidente da república por Nine, escarniando de uma mutilação conseguida enquanto trabalhava, ainda adolescente...
Claro que isso tudo envolve dinheiro, muito dinheiro, vindo...
Amanhã continuo, mostrando as evidências de que é tudo muito bem articuladinho a partir da...
Está curioso(a)? Então vou adiantar: da mesa da Dona Liliana Ayalde, embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, aquela mesma que coordenou a derrubada de Lugo, o Lula paraguaio, na Lava Jato de lá, muito parecida com a nossa.

Francisco Costa
Rio, 24/10/2015.